terça-feira, 19 de setembro de 2017

Obras de ampliação da linha 9 da CPTM estão abandonadas e com atraso de quase 3 anos

18/09/2017 - G1

A linha 9 – Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem uma obra que se arrasta por anos na região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo. Faz quase três anos que uma linha de trem, que o prolongamento da linha 9, deveria estar pronta. O governo do estado prometeu retomar as obras até agosto, mas a promessa não foi cumprida.

Na manhã desta segunda (18), o Globocop gravou imagens de três vacas e um bezerro em um dos canteiros da obra. Nos últimos meses, o mato só cresceu na área abandonada. Em outro ponto da obra há barracos improvisados e pessoas morando no local.

São mais de 4,5 km e duas novas estações a partir da Grajaú, as estações Mendes/Vila Natal e Varginha.

A obra começou em 2013 e era para ficar pronta no começo de 2015, mas ela foi paralisada por falta de dinheiro. O governo federal suspendeu o repasse de verbas porque o estado fez uma licitação em um modelo que não é aceito pelo Ministério das Cidades. O prolongamento que custava R$ 350 milhões passou para R$ 860 milhões, mais que o dobro do preço inicial.

No mês de maio, o SP1 mostrou que as obras estavam paradas. Na ocasião, havia carro queimado abandonado em um dos canteiros, lixo e entulho. A passagem dos pedestres era no meio do mato.

Na época, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o governo já estava assinando os novos contratos e retomaria as obras até agosto. No entanto, as obras permanecem paralisadas e nos últimos seis meses foi gasto R$ 1,5 milhão para manter os canteiros limpos.

Sobre as invasões, o secretário-adjunto de Transportes, Michel Serqueira, disse que isso é comum porque se trata de uma região carente e que uma empresa de segurança vai retirar as pessoas e animais da área.

“Hoje nós temos oito licitações nesse projeto. Dessas, quatro já estão com contrato assinados, nossa expectativa é que desses contratos já assinados a gente consiga retomar os serviços até o mês de outubro e as obras civis no começo do próximo ano”, afirmou.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

São Paulo e Guarulhos sediam audiências públicas do Ferroanel

31/07/2017 - Portal do Governo do Estado de São Paulo

Ramal ferroviário que vai beneficiar trânsito na Região Metropolitana de São Paulo terá 20,9 quilômetros em cada um dos municípios

A cidade de São Paulo recebe nesta segunda-feira (31) a terceira audiência pública para tratar do licenciamento ambiental do Ferroanel. Os primeiros encontros sobre Contorno Ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo foram realizados em Arujá e Itaquaquecetuba. E na terça-feira (1º/8) será a vez de Guarulhos.

Os quatro municípios que recebem audiências fazem parte do traçado do Ferroanel Norte. No total, o ramal ferroviário terá 53 quilômetros de extensão e vai interligar as estações de Perus, em São Paulo, e Manoel Feio, em Itaquaquecetuba.

Na audiência de Itaquaquecetuba, onde o Ferroanel terá 6,4 quilômetros, foram apresentados detalhes do projeto no município, que inclui um túnel de 625 metros e duas grandes Obras de Arte Especiais.

Na ocasião, representantes da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e da DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A explicaram como serão realizadas as obras, que têm a previsão de desapropriar 23 moradias.

Já em Arujá, município onde a extensão do ramal será de 4,7 quilômetros, uma propriedade agrícola deverá ser desapropriada.

Em todo o traçado, serão desapropriados 127 hectares, 31 moradias, 64 edificações vinculadas a atividades econômicas e 77 propriedades agrícolas.

O Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Trecho Norte do anel ferroviário foi entregue em junho ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Eles servem como base para as análises de viabilidade ambiental do empreendimento e sua discussão com a população.

O Estudo foi preparado pela DERSA, empresa vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, com recursos repassados pela EPL, empresa pública federal. Os documentos já estão disponíveis para consulta no website da DERSA, da Cetesb e da EPL.

A implantação do Ferroanel Norte, iniciativa estratégica entre União e Governo do Estado, possibilitará que os trens de carga que hoje compartilham os mesmos trilhos com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) sejam desviados, eliminando o conflito entre cargas e passageiros nos trilhos que cortam o interior da metrópole.

O novo ramal, cuja extensão inclui 20,9 quilômetros no município de São Paulo e outros 20,9 quilômetros em Guarulhos, permitirá a movimentação de cargas do interior do Estado para o Porto de Santos, bem como a passagem de comboios entre o interior e o Vale do Paraíba.

A transposição da Região Metropolitana de São Paulo em uma via dedicada terá a função de transferir cargas, hoje rodoviárias, para o modo ferroviário. As projeções indicam a retirada a médio prazo de 2,8 mil caminhões diariamente das estradas, com boa possibilidade desse número superar 7,3 mil caminhões diários a longo prazo.

domingo, 23 de julho de 2017

Novos trens para Linha 10 da CPTM só em 2020

20/07/2017 - Repórter Diário

Usuários da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) devem receber novos trens em meados de 2020. O ramal que liga cinco cidades do ABC à região central de São Paulo é o último a ser contemplado com as mais recentes composições do sistema ferroviário. A estatal também não tem previsão pelas reformas das estações do trecho. 

No momento, a CPTM trabalha como prioridade a renovação das frotas da Linha 7-Rubi (trecho Luz-Francisco Morato) e Linha 11-Coral (Luz-Estudantes), além de transferir modelos recentes, antes adquiridos, para Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana). A Linha 8-Diamante (trecho Júlio Prestes-Itapevi) e Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) já foram contempladas pelas novas composições. 

Hoje, a Linha 10 conta com trens da década de 1970 de origem espanhola, porém, modernizados no fim dos anos de 1990 para operação na CPTM. “Temos um lote de trens a receber em três anos e, gradativamente, vamos realocar os trens. A expectativa nossa é a substituição total desses trens (espanhóis)”, projeta o gerente de Relacionamento e Marketing da companhia, Sérgio Carvalho Júnior. 

Estações 

Das 13 estações que compõem o traçado da Linha 10, apenas duas têm acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida: Brás e Tamanduateí. Atualmente, o ramal conta com estruturas antigas, a exemplo das estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, cujos prédios são da década de 1880. 

Carvalho aponta uma projeção tímida de que até 2020, os usuários do ABC terão as modernizações das estações. “A gente infelizmente não consegue fazer todas as reformas de estações ao mesmo tempo. Temos um elenco de estações que já receberam o novo padrão de acessibilidade e a Linha 10 não fugirá à regra. Apenas não posso dizer se as reformas começam em 2018 ou 2019”, discorre. A Linha 10 atende São Paulo, São Caetano, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Expresso ABC 

De acordo com Carvalho, a implantação do Expresso ABC, que funciona nas estações Santo André, São Caetano e Tamanduateí, em uma via central de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h, demonstra desempenho positivo e serve para atenuar o fim do acesso da Linha 10 à Estação Luz, interrompido desde 2011. “A Estação da Luz não comporta mais (três linhas de trens)”, finaliza.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Hyundai Rotem entrega mais um trem à CPTM

14/07/2017 - Hyundai Rotem

A Hyundai Rotem Brasil entregou mais um trem à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na manhã desta sexta-feira (14). A composição circulará na Linha 7 - Rubi, entre as estações Luz e Jundiaí.  Trata-se do segundo trem da série 9500 entregue à CPTM este ano, parte de um lote de 30 unidades que estarão prontas até o ano que vem. 

Filial do grupo sul-coreano Hyundai Rotem Company, um dos maiores fabricantes de trens de passageiros do mundo, que completa 40 anos em 2017, a Hyundai Rotem Brasil opera no país há pouco mais de dez anos. Em 2016, a empresa investiu R$ 100 milhões na inauguração de sua primeira fábrica em Araraquara (SP), que hoje já é a segunda maior unidade da companhia no mundo.  

 A empresa atua globalmente na fabricação de veículos ferroviários de passageiros, tais como trens metroviários, de subúrbio, intercidades de média e alta velocidade, Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), bem como na prestação de serviços de manutenção para trens. Os equipamentos produzidos pela empresa são reconhecidos internacionalmente por sua qualidade e segurança, que seguem os padrões do grupo Hyundai Motor com entregas customizadas de acordo com as demandas.  

Fabricados em Araraquara, os trens da linha 9500 seguem a linha de alta tecnologia e eficiência operacional em todos os seus oito carros que compõem um trem. São carros que possuem salão contínuo de passageiros (passagem livre entre os carros), monitoramento com câmeras na parte externa e interna, acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência, incluindo sinalização visual para identificação de assentos preferenciais, mapa dinâmico, áudio e espaço para cadeirantes. Também dispõem de monitores digitais internos com informações e interação das principais notícias sobre a prestação de serviços. 
  
"Essa entrega reforça nosso compromisso com os contratos firmados no país e nos dá a plena convicção de que o Brasil e, especialmente, São Paulo são estratégicos para uma nova realidade no transporte de passageiros", afirma SungHa Jun, presidente da Hyundai Rotem Brasil.  

Segundo o executivo, o potencial de expansão do segmento metroferroviário brasileiro é gigantesco e investimentos em modernização e ampliação do modal são necessários para os avanços da mobilidade urbana local. "Acreditamos que o Brasil está amadurecendo rápido e os gestores públicos têm clareza da importância de investimentos no transporte metroferroviário para a mobilidade urbana", reforça. 

Além do mercado brasileiro, a fábrica da Hyundai Rotem em Araraquara será transformada em hub da empresa na América Latina para atender a demanda do todo o continente. Confiante no mercado nacional, a Hyundai Rotem tem estimulado também a cadeia produtiva do entorno da fábrica, incluindo fabricantes de ar condicionado, motores elétricos e também instituições ligadas ao ensino técnico.


terça-feira, 4 de julho de 2017

CPTM entrega mais um trem e segue modernizando frota estadual

04/07/2017 - Governo do Estado de SP


Tem trem novo circulando na CPTM. A composição entregue nesta terça-feira (4) pelo governador Geraldo Alckmin vai circular pela linha 11-Coral Expresso Leste (Luz-Guaianazes). É o 14º trem de um total de 65 novas composições encomendadas pela companhia para o processo de modernização de sua frota. 

Alckmin descreveu as novas características do trem em circulação. “Cada trem tem oito carros. Então, no total são 520 carros, com monitoração de câmeras de vídeo, ar condicionado e vagão contínuo. A pessoa pode ir do primeiro ao oitavo vagão, com o trem andando. São os trens mais modernos que existem”, disse o governador. 

Os demais trens vão ser entregues nos próximos meses para serem distribuídos pelas linhas, de acordo com as necessidades operacionais. Conforme explicou Alckmin, eles serão utilizados para dar mais conforto aos passageiros e substituir a frota antiga. “Nós vamos substituir trens antigos, da década de 50 e com mais de 60 anos de uso, por trens novos”, disse. 

A entrada em operação do novo trem veio acompanhada da inauguração da Conexão CPTM, um chat operado pelos atendentes do Serviço de Atendimento ao Usuários, para ser acessado em dispositivos móveis, como os celulares e tablets. 

Segundo o secretário de Logística e Transportes, Clodoaldo Pelissioni, o chat dará oportunidade aos usuários de se comunicar com a companhia para fazer eventuais reclamações, receber e enviar informações. 

“É mais uma ferramenta que a CPTM e o Governo do Estado oferecem para atender os nossos mais de 3 milhões passageiros diários”. 

Operando em caráter experimental de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, o novo canal de comunicação pela internet permite a interação dos passageiros com um representante da empresa, por meio do site www.cptm.sp.gov.br. 

O novo trem da Linha 11-Coral é o terceiro em circulação no Expresso Leste, que transporta diariamente 700 mil passageiros. A composição exibe em seus monitores imagens de gravuras do pintor francês Jean-Baptiste Debret, em homenagem aos 25 anos da CPTM. 

Além da exibição nos monitores, a reprodução das obras do artista francês está em exposição na Estação da Luz. São 30 imagens que retratam cenas da sociedade brasileira, entre os anos de 1816 e 1831.



segunda-feira, 19 de junho de 2017

CPTM acelera obra de Estação que faz conexão com Aeroporto de Guarulhos

19/06/2017 - Governo do Estado de São Paulo


A Estação Engenheiro Goulart fará a ligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Alexandre Carvalho/A2img


LINK DA MATÉRIA
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/engenheiro_goulart_5023395/

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Série 9500 entra em operação na Linha 7-Rubi

13/06/2017 - Metrô CPTM

Trem mais moderno da CPTM é o primeiro de 30 unidades que serão entregues pela coreana Hyundai Rotem

Interior do Série 9500 da CPTM
Trem da Série 9500: primeiro de 30 unidades (CPTM)

Como adiantado pelo blog, a CPTM colocou em operação o primeiro trem da Série 9500, a mais moderna da empresa. Parte de uma encomenda de 30 unidades feita à empresa sul-coreana Hyundai Rotem, a composição D508 é o 118º novo trem da CPTM e, ao contrário do que se esperava, foi construído na Coreia do Sul e apenas finalizado no Brasil.

O primeiro trem chegou ao país em janeiro do ano passado após um longo atraso em que a Rotem precisou mudar seus planos após sua parceria nacional, a IESA, sair do negócio. Com isso, a fabricante coreana decidiu construir uma fábrica própria em Araraquara (SP) para montar parte da encomenda.

Após longos testes, enfim, a empresa pôde colocar em operação o trem da Série 9500, juntamente com mais uma unidade da Série 8500, ambos na Linha 7-Rubi. Por falar nela, a maior parte da frota coreana será usada nessa linha. Estima-se que cerca de 20 unidades serão destinadas a ela, a que mais sofria com trens antigos. Já os demais trens deverão ser usados na Linha 10-Turquesa, que historicamente faz parte do mesmo eixo da Linha 7.

Em comunicado à imprensa, a CPTM prometeu colocar todos os 65 trens da encomenda em operação neste ano, mas a promessa não deve ser levada a sério já que há muitas unidades ainda em fabricação no momento, até onde se sabe.

A Sérrie 9500 possui passagem entre os carros e um acabamento considerado superior aos demais trens da CPTM. Na cabine de comando, um moderno painel digital traz todas as informações necessárias ao maquinista, num padrão muito distante dos velhos 1100 que ainda circulam entre Luz e Jundiaí. Ao menos por enquanto os dois trens conviveram pelo caminho.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Novo trem coreano da CPTM está prestes a estrear na Linha 7

05/06/2017 - Metrô CPTM

Duas boas notícias ainda a serem confirmadas pela CPTM: os trens da velha Série 1400, fabricados na década de 70, já não estariam circulando mais na Linha 12-Safira, segundo informações que circulam nas redes sociais. E também nelas está a imagem acima que mostra o primeiro trem da nova Série 9500, fabricada pela sul-coreana Hyundai-Rotem.

A foto, publicada pelo perfil Paparazzi Ferroviário no Facebook mostra a unidade 9505 em um dos abrigos de manutenção da CPTM ao lado de outros dois Série 8500. O adesivo aplicado na lateral da composição evidencia que ele está prestes a ser colocado em serviço, ele é o 118º novo trem da CPTM e deve ser colocado em serviço nos próximos dias, conforme rumores na internet.

Caso isso se confirme, a linha premiada será novamente a 7-Rubi. A razão é que, segundo a própria empresa, o 9500 será usado principalmente nela, conforme as poucas informações disponibilizadas. Coincidência ou não, um dos próximos Série 8500, também parte da mesma encomenda, porém, fabricados pela espanhola CAF, seguirá para a Linha 11-Coral – fato denunciado pelos estribos mais curtos.

Com a entrada em serviço do Série 9500, a Rotem, enfim, conseguirá superar os vários problemas que teve desde que venceu um dos lotes da concorrência de 65 trens lançada em 2013. Na época, a empresa se associou à IESA, de Araraquara, que seria responsável por finalizar a fabricação no Brasil. No entanto, o grupo brasileiro não honrou sua parte e a Rotem decidiu abrir uma fábrica própria no país, o que atrasou o início das entregas.

Quando passou a entregar os trens para a CPTM, vários problemas técnicos protelaram a liberação para operação, o que parece ter sido resolvido nas últimas semanas. Com a chegada do novo trem e a solução de outras panes na Série 8500, a empresa parece que poderá retirar várias composições antigas de circulação. Um sinal disso é a suposta aposentadoria da Série 1400.

Fabricados pela Mafersa em parceria com a americana Budd, os 17 trens da atual Série 1400 foram encomendas pela extina RFFSA. As últimas unidades estavam em serviço na Linha 12 nos últimos meses, mas teriam sido baixadas recentemente. Tudo leva a crer que outras composições antigas saiam de circulação nos próximos meses.

Homem leva choque elétrico ao 'surfar' em trem da CPTM em São Paulo

06/05/2017 -  G1 São Paulo

Vítima foi levada de helicóptero para o Hospital das Clínicas. Ele teve queimaduras no corpo e estava em estado grave.

Jovem que "surfava" em trem leva choque na estação Barra Funda

Um jovem levou um choque elétrico na tarde deste sábado (6) ao “surfar” sobre um vagão de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Gustavo Matheus Nunes Pereira, de 18 anos, foi levado para o Hospital das Clínicas (HC) pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar.

Pereira sofreu queimaduras em todo o corpo e seguia, na noite deste sábado, em estado grave, no setor de cirurgia de emergências do HC.

Segundo a CPTM, o homem desembarcou do trem acompanhado de amigos na estação Água Branca, da Linha7-Rubi, e avisou que subiria no vagão para "surfar". Segundo a assessoria, ele seguiu em cima do vagão até a estação seguinte, Palmeiras-Barra Funda. Chegando lá, o homem tocou a rede aérea do trem e foi arremessado para a plataforma ao levar o choque, segundo a CPTM.

A CPTM abrirá uma investigação para apurar o caso. Os amigos da vítima foram até a delegacia do Metrô para prestar esclarecimentos. Segundo informações da polícia, depois que a vítima se restabelecer da autolesão, ela pode ser, eventualmente, responsabilizada por comprometer o fluxo e a segurança do transporte público.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Sem investimentos, Linha 10-Turquesa perde passageiros

15/05/2017 - Metrô CPTM

Segunda linha menos movimentada da CPTM perdeu 7,9 milhões de passageiros nos últimos cinco anos, diz jornal

Ricardo Meier

Trem espanhol da Série 2100 deixa a estação São Caetano: linha esquecida (edugjf)

Em conjunto com a Linha 7-Rubi, a Linha 10-Turquesa surgiu a partir da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, construída no século 19. Mas os dois ramais da CPTM não compartilham apenas isso: ambos estão entre os que menos recebem investimentos do governo. E um sinal evidente da falta de interesse pela linha que corta o ABC Paulista e termina na estação Brás é o fato de 7,9 milhões de passageiros terem deixado de utilizá-la nos últimos cinco anos.


O dado foi obtido pelo jornal Diário do Grande ABC que apontou uma queda de 7% na quantidade de passageiros entre 2011 e 2016. Parte desse êxodo tem a ver com a crise econômica, no entanto, esse fenômeno não atingiu no mesmo grau as demais linhas da CPTM – no geral houve crescimento de 17%.

A média de passageiros transportados é de 365 mil pessoas por dia, só superior a Linha 12-Safira (256 mil). É praticamente metade do que transporta a Linha 11-Coral, a mais movimentada da CPTM. São 38 km de trilhos e 13 estações, mas que permanecem ultrapassadas e muitas vezes inacessíveis em dias de chuva por conta do alagamento das vias.

A promessa de reforma de suas estações ficou pelo caminho com a falta de recursos alegada pelo governo. Da mesma forma, a frota de trens é formada principalmente pela Série 2100, antigos trens espanhóis de transporte regional, ou seja, lentos e mais propícios a viagens de longa duração. Além da idade avançada (foram construídos em 1974), essas composições sofrem com problemas de manutenção e seguidos incêndios.

Sem trens novos

Com um intervalo alto que torna a viagem mais demorada do que deveria, a CPTM decidiu implantar uma media paliativa ao colocar um trem da Série 3000 entre Santo André e Tamanduateí com parada apenas em São Caetano do Sul, o Expresso Linha 10, mas nem isso parece ter ajudado a melhorar o conforto e a previsibilidade da linha.

Com parte importante do seu trajeto passando por regiões industrializadas e bem adensadas, a Linha 10 poderia ter um serviço digno do Metrô, mas parece que ela não é prioridade para a CPTM, que diz investir, mas que até agora não revelou se parte da encomenda de 65 novos trens irá para o ABC para aposentar os velhos trens espanhóis. Até mesmo a Linha 7, que concentrava a maior parte dos trens antigos e sem ar-condicionado, passou a receber vários trens dessa encomenda. Enquanto isso, os trens da Série 8500 e 9500 só passam pelo ABC em testes – embora existam rumores que estes últimos poderão ser usados na linha no futuro.

Não é difícil entender porque a população pode ter deixado a Linha 10 de lado por ora. Isso, somado ao impasse na construção da Linha 18 do Metrô, tem transformado o ABC numa região de mobilidade deficiente, cujos moradores levam horas para chegar à capital em alguns dias. Não deveria ser assim.

Interior do Série 9500 da CPTM
Interior do Série 9500 da CPTM: rumores indicam que o novo trem pode chegar ao ABC, mas não se sabe quando (CPTM)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Estação Suzano ganha maior bicicletário da CPTM

11/05/2016 - Metrô CPTM

Com 1.045 m² e 576 vagas, espaço ajudará a compensar pouca oferta de vagas na Linha 11-Coral

Bicicletário de Suzano é o maior da CPTM

A CPTM inaugurou nesta quarta-feira (10) o bicicletário da estação Suzano da Linha 11-Coral, recentemente reforma e entregue parcialmente. O espaço é o maior disponível nas seis linhas da companhia. São 1.045 m² e 576 vagas gratuitas.

Com ele, a CPTM passa a oferecer 7.734 vagas para bicicletas em 30 estações. No entanto, é justamente na Linha 11 que há uma das maiores carências do serviço. Além de Suzano apenas Poá e Ferraz de Vasconcellos têm bicicletários.  A vizinha Linha 12-Safira, por exemplo, oferece a comodidade em sete estações com 1.510 vagas. Até mesmo a Linha 7-Rubi, sempre a mais criticada, tinha até então mais vagas para bicicletas, com três estações 391 locais para guardar o veículo.

A linha campeã em estações com bicicletários é a 9-Esmeralda, com 10 pontos e 1.750 vagas, mas é na Linha 10-Turquesa que há mais vagas, um total de 2.478 lugares graças ao espaço Askobike em Mauá, único que cobra o serviço – R$ 20 pela mensalidade de associados e diária de R$ 2 de usuários não cadastrados.

Mais trens diretos

Durante a inauguração do bicicletário e também da passarela que dá acesso à estação, o governador Geraldo Alckmin revelou que a Linha 11 receberá mais 15 trens novos que permitirão que as viagens sejam diretas até a estação Luz – sem necessidade de baldeação em Guaianazes. Hoje apenas alguns trens fazem essa ligação direta em horários de pico. Segundo Clodoaldo Pelissioni, a CPTM pretende colocar em operação de dois a três trens novos por mês. Hoje, tanto a Série 8500 quanto a 9500 estão com problemas para serem entregues.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Trens novos comprados por Alckmin têm atraso na entrega e reprovação em testes

05/05/2017 - G1

O governo de São Paulo acertou a compra, em 2013, de 65 trens para reforçar o atendimento nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Eles deveriam ter sido entregues no meio do ano passado, mas, até agora, apenas 11 entraram em operação. As novas composições ainda apresentaram mais de 200 falhas em um período de seis meses.

A aquisição dos trens foi selada em uma licitação de quase R$ 2 bilhões, vencida por duas empresas estrangeiras: a espanhola CAF e a sul-coreana Hyundai/Rotem. A CAF ficou encarregada de entregar 35 composições e, a Hyundai/Rotem, as outras 30, ambas em 2016. As duas companhias são investigadas por formação de cartel em contratos firmados durante a gestão PSDB em São Paulo.

O prazo oficial passou e nenhuma das fabricantes cumpriu com o compromisso. Juntas, elas entregaram até o momento apenas 20 trens. Destes, quatro da CAF e outros quatro da Hyundai/Rotem sequer foram aprovados nos testes de segurança e estão parados.

Uma composição da Hyundai/Rotem passou nos testes, mas ainda não está circulando por questões burocráticas. Os onze trens da leva que já estão em operação são da CAF, mas, apesar de estarem na ativa, têm apresentado constantes problemas. Foram 227 só em um semestre, conforme levantamento do Ministério Público (MP).

Falhas e reprovações

O Bom Dia Brasil teve acesso com exclusividade ao relatório feito por engenheiros do MP que avaliou os trens que estão em circulação mas apresentando problemas e aqueles que não passaram nem pela fase de testes. O parecer foi dado após vistoria em linhas e no pátio onde parte deles está estacionado, em Osasco, na Grande São Paulo.

Os engenheiros apontam no documento que quatro dos cinco trens entregues até aqui pela Hyundai possuem uma série de problemas e, por isto, são reprovados nos testes dinâmicos, que avaliam o equipamento em movimento. Já no caso da CAF, dois dos quatro trens parados estão há um tempo considerável tentando superar a fase de testes. Um deles aguarda liberação desde junho de 2015.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Passageiro de trem para Cumbica terá de pegar ônibus até terminais

23/02/2017 -  Folha de S. Paulo

O que deveria ser provisório vai se tornar definitivo. Quem desembarcar do trem planejado para levar passageiros ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande SP), terá que usar um serviço de ônibus para fazer a conexão com os terminais de voo. 

Após sucessivos atrasos, a linha 13-jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem sua conclusão prevista pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para o primeiro semestre de 2018. 

Inicialmente, o ônibus era cogitado como paliativo até que a concessionária do aeroporto entregasse ao governo do Estado o monotrilho prometido para fazer essa interligação, com prazo de conclusão estimado para 2020 e custo próximo de US$ 40 milhões. 

Essa já era uma mudança significativa em relação ao projeto original do Estado, que previa a construção da estação Aeroporto em distância que os passageiros pudessem caminhar até o check-in. 

A decisão da concessionária GRU Airport de construir um shopping no local planejado para a estação obrigou o Estado a rever o projeto. 

Em troca da mudança, a concessionária se comprometeu a transportar gratuitamente os usuários do trem aos terminais, sem obrigação de uso de um modal específico. O plano inicial era usar um monotrilho, a exemplo de outros grandes aeroportos. 

Agora, de acordo com a avaliação da GRU Airport, a demanda de passageiros será suficientemente atendida com o sistema rodoviário. 

A chegada pela nova linha da CPTM será numa estação perto do terminal 1 do aeroporto, que atualmente conta com voos da Azul e da Passaredo, mas longe dos principais pontos de embarque –a cerca de 2 km do terminal 2 e a 3 km do terminal 3. Haverá uma espécie de minirrodoviária ao lado da estação para fazer o deslocamento final. 

Segundo a GRU Airport, "o cronograma do projeto está em linha com o prazo de entrega das obras da CPTM". 

Um possível problema da conexão por ônibus é o descompasso entre a quantidade de pessoas que esse modo é capaz de transportar (até 80) diante do volume muito maior do trem (até 2.600). Um monotrilho, em comparação, teria capacidade de fazer o deslocamento de mais de 400 passageiros por viagem. 

Além disso, atualmente o intervalo entre as viagens do ônibus que faz a conexão entre os terminais é de 15 minutos, o que poderia levar a grandes filas e transtornos na saída da estação de trem. 

Para evitar problemas, o governo do Estado já fez uma proposta à GRU Airport: permitir que os passageiros façam o check-in antecipado e o despacho de bagagens na estação Brás do Metrô e da CPTM, no centro de São Paulo, onde o passageiro deverá pegar a linha 12-safira até a estação Engenheiro Goulart, na zona leste. 

De lá, ele seguirá por mais 12 km pela linha 13-jade até Cumbica. O tempo previsto no deslocamento do centro até a futura estação do aeroporto é próximo de 50 minutos. 

O plano previsto pelo governo inclui a destinação de um ou mais vagões dos trens para o transporte das bagagens, que ficaria a cargo das próprias companhias aéreas. 

ANTIGA PROMESSA 

Pelo porte do aeroporto e pelo vasto número de voos internacionais que oferece, a ligação por trilhos de Guarulhos ao centro de São Paulo, a exemplo do que acontece em grandes metrópoles internacionais, é uma antiga promessa de gestões tucanas. 

A conexão ferroviária é anunciada há pelo menos 15 anos. Em 2002, durante a campanha pela reeleição, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) manifestava o desejo de ter um "Expresso Aeroporto" pronto em 2005. 

Nessa versão, o projeto faria a ligação direta da estação da Luz até Cumbica em 22 minutos. O trem teria local para acomodar bagagem e tarifa estimada à época em R$ 20. 

O plano não teve andamento, contudo, e foi reciclado em 2007, já na gestão de José Serra (PSDB). Com promessa de recursos federais e da iniciativa privada, a expectativa de entrega ficou para 2010. 

Ainda em 2009, no entanto, houve nova previsão: o trem expresso seria incluído no pacote de obras para o país receber a Copa de 2014, mas nenhuma empresa manifestou interesse no plano. 

Finalmente, em 2011, outra vez sob o comando de Alckmin, o governo abandonou a ideia do trem expresso e optou por expandir a malha da CPTM até Guarulhos, com a criação da linha 13-jade. 

Desde então, houve ao menos três atrasos em relação aos prazos divulgados de entrega da linha, já anunciada para 2014, 2015 e 2016. 

O investimento do Estado nas obras da linha 13 é de R$ 1,8 bilhão, e a estimativa inicial era de 130 mil pessoas transportadas por dia –além de passageiros, o aeroporto de Guarulhos é o destino de mais de 35 mil trabalhadores.